Seus dentes podem se auto-regenerar após lesões

PUBLICADO EM 17/05/18

Odontologia regenerativa utiliza células-tronco de um dos seus próprios dentes ou de doadores para restaurar cárie e outras lesões

Restaurações dentais utilizam materiais sintéticos que têm claras desvantagens em relação aos nossos próprios dentes. Cada vez mais, pesquisadores buscam explorar a capacidade regenerativa das células-tronco para estimular a autorreparação de dentes com cáries e outras lesões. Veja abaixo algumas das estratégias mais interessantes sendo investigadas.

Laser
No laboratório de David Mooney, em Harvard, um consultório de dentista em miniatura faz restaurações em molares de ratos. Os pequenos dentinhos recebem uma cavidade, análoga às lesões que desenvolvemos após uma cárie, mas em vez de serem preenchidas com material sintético, a cavidade é irradiada com laser de baixa potência. O dente é coberto com uma capa protetora por 12 semanas e… voilà. Quando os pesquisadores retiram a capa, o dente está regenerado.

Medicamentos
Outra possibilidade está sendo investigada no King's College, em Londres. O procedimento também envolve cavidades nos dentes dos ratinhos, mas nesse caso as lesões são preenchidas com uma esponja de colágeno contendo medicação. Diversos medicamentos estão sendo testados; em comum, eles têm o fato de estimularem uma via sinalizatória chamada de Wnt, que estimula a proliferação de células-tronco. Até agora, o medicamento que ofereceu melhores resultados utiliza tideglusib, um composto investigado no tratamento da doença de Alzheimer.

Em Humanos
Um ensaio clínico em andamento no Chile quer testar uma estratégia um pouco diferente: em vez de estimular as células-tronco do próprio dente, eles utilizam células-tronco alogênicas (ou seja, de um doador que não é o paciente). Células-tronco mesenquimais do cordão umbilical de um doador são encapsuladas em um biomaterial derivado do plasma e usadas para tratar lesões apicais. O estudo vai comparar essa nova terapia com tratamento endodôntico tradicional, e espera ter resultados conclusivos até 2020.


Fonte: ABO (Associação Brasileira de Odontologia)